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Ansioso para que chegue a última jornada.
Mister - ofício, profissão, modo de vida, mester, incumbência, encargo, comissão, fim, intuito, propósito, necessidade, urgência. / Míster - do inglês mister, «senhor», treinador de futebol, vencedor de um concurso de beleza masculino. (In Infopédia)
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quinta-feira, 13 de março de 2014
segunda-feira, 3 de março de 2014
Dissecar o Inglaterra v Irlanda
Não consegui ver os jogos durante o fim-de-semana, e acabei por vê-los em diferido. O primeiro que vi foi o Inglaterra - Irlanda.
Os de Lancaster estudaram muitíssimo bem as lições que havia a retirar do "banho" táctico dos Irlandeses aos Galeses, e este cuidado na análise - mais do que expectável, exigível a este nível - foi evidente em dois aspectos:
Defesa de "Maul" - uma das armas introduzidas por Plumtree, Neozelandês treinador de avançados Irlandeses, que havia rendido até ao momento dois ensaios e incontáveis metros ganhos. A verdade é que os Ingleses defenderam eficazmente o "maul" Irlandês, com duas excepções; a primeira no início da segunda parte, em que cederam praticamente 15 metros em "maul" formado após "touche", a segunda no final do jogo, quando após uma "melée" e uma fase jogada para o lado aberto, Best recebe uma bola e opta por formar "maul", defendido (na minha opinião) de forma ilegal por David Atwood. Em tudo o mais, os Irlandeses tiveram de escolher outras formas de avançar.
Três de Trás (quase) perfeito na basculação - Johny Sexton e Conor Murray bem tentaram, mas com excepção de uma inevitável subida de May para desfazer a superioridade Irlandesa, não houve um único pontapé que encontrasse as costas do 3 de trás Inglês. Mike Brown, em particular, foi exímio na forma como ocupou as costas do ponta que era obrigado a subir (não repetiu o erro cometido em Paris…) e apenas May me parece algo lento na cobertura da diagonal interior, quando Brown é obrigado a aproximar-se das costas de Nowell. O facto da Irlanda ter chutado apenas 28% da posse de bola indica que cedo perceberam que o campo estava bem ocupado.
Porque razão Sexton e a Irlanda não conseguiram impor o jogo que haviam feito contra Gales? As estatísticas entre os dois jogos são até semelhantes, na medida em que os Irlandeses ganharam todas as "touches" e "melees", registaram poucas quebras de linha, poucas penalidades, poucos "offloads", erros entre os 30 e 40.
A diferença reside, essencial e decisivamente, em três factores de análise:
- placagem menos eficaz (94% e 9 falhadas contra Gales, 84% e 23 falhadas com a Inglaterra), que permitiu uma quebra de linha de Brown na primeira parte (falha de Best) e o ensaio de Care na segunda (péssima defesa táctica de D'Arcy e Murray);
- má retenção da posse de bola no contacto, já que perderam 11 vezes a bola contra os Ingleses, permitindo apenas 3 "magras" recuperações aos Galeses;
- incapacidade para transformar em pontos o domínio ou a oportunidade, algo em que haviam sido exímios em Novembro ante os All Blacks, e antes, neste 6 Nações.
Na batalha entre os "Packs", os Irlandeses foram muito melhores na "melee", sem do facto retirar grande vantagem pontual. Na "touche" os dois grupos de avançados foram perfeitos. Em termos de jogo, ligeira vantagem para os Ingleses, sobretudo ao nível da defesa, já que Vunipola (e depois Morgan), Lawes, Wood e companhia nunca conseguiram participar activamente na movimentação dinâmica atacante, i.e., não asseguraram continuidade nas quebras de linha, não ofereceram alternativas em segunda linha atacante, etc, etc.
Surpresas?
- a disponibilidade Irlandesa para alargar o jogo desde a primeira ou segunda fase, o que sucedeu seguramente por indicação de Schmidt, que pretendia não só surpreender uma Inglaterra à espera do jogo ao pé, mas também testar a inexperiência de Burrell, primeiro centro no Northampton, no canal defensivo do 13 - o mais difícil. Desta forma, procurava também Schmidt adiantar os pontas, procurando mais espaço para o pé de Sexton. Algo que nunca se materializou. No entanto, e com excepção dos primeiros 20 minutos, em que a Inglaterra podia ter marcado um ensaio por May, foram os Irlandeses quem mais progrediu, quem mais teve a posse de bola, quem mais jogou no campo adversário, e quem pareceu sempre mais próximo de marcar pontos. Fantástica defesa Inglesa (como exemplo, período entre os 5 e 16 minutos de jogo… inacreditável), poucas penalidades concedidas no meio campo defensivo (que limitou Sexton a um pontapé de penalidade tentado… e convertido);
- a incapacidade Inglesa em jogar no segundo/terceiro plano, insistindo na organização numa única linha, e jogando quase exclusivamente no primeiro plano, bastando-se com as perfurações próximas do ponto de quebra/agrupamento. No final do jogo, optaram (sobretudo a partir de "touche") pela exploração dos espaços exteriores, mas a organização já não ajudava. Foi surpresa, porque a Inglaterra tinha vindo, desde Novembro, a optar por um jogo multidimensional e variado, pecando apenas na execução e decisão (a chamada leitura de jogo).
Desilusão
Se há algo que os jogadores do hemisfério sul fazem bem, mesmo os Sul Africanos mas sobretudo os All Blacks e os Wallabies, é identificar espaço, correr a direito, fixar defesas e libertar atacantes. Sobretudo no contra-ataque. Foi penoso ver Sexton assassinar duas possibilidades de ouro para ensaio, ou pelo menos avanço territorial significativo, a partir de bola recuperada, com defesa concentrada, gente disponível ao largo. A mais flagrante foi ao minuto 60 de jogo.
Da mesma forma, custa ver um putativo candidato ao Mundial de 2015 deitar ao lixo ocasião soberana para 5 pontos, que Mike Brown preferiu diluir num inacreditável "pick&go" contra 2/3 da equipa Irlandesa, quando bastava escolher um dos lados para aproveitar a vantagem númerica. São estas miudezas e delicadezas que ainda vão separando os candidatos dos demais.
O Ensaio Irlandês
Num jogo marcado pelo equilíbrio e pela batalha no chão, era previsível que os ensaios nascessem de erros adversários.
O primeiro ensaio, o Irlandês, nasce de um equívoco. Num "ruck" formado em cima dos 22m defensivos Ingleses, Launchbury protege o eixo, Hartley forma no lugar de primeiro defensor e Marler de segundo defensor. Existem alguns protocolos que governam a defesa em torno do "ruck", sendo que os mais comuns ordenam que o primeiro e segundo não defendam homem mas antes o espaço, deixando que o primeiro receptor seja defendido pelo terceiro defensor; ou alternativamente que o primeiro receptor atacante seja defendido pelo segundo defensor. O que não se costuma ver é sistemas defensivos que deixem que o primeiro defensor seja atraído para o primeiro receptor atacante, precisamente para evitar a abertura de espaços de penetração interior (que George Gregan explorava magistralmente com pequenos passes interiores, que o Direito de Hourcade explorava com um cruzamento e pequeno passe interior para ponta do lado fechado, etc. etc.).
Mas foi isso que sucedeu: entre Hartley e Marler existe um espaço demasiado grande; Jamie Heaslip recebe a bola e aparentemente não tem nada de evidente para fazer, optando por contemporizar. Marler não o ataca e Heaslip tem demasiado tempo para manobrar. Acaba por atrair a placagem de Hartley, aparecendo para o passe interior, excelente, Rob Kearney, vindo do lado fechado. O'Connell, experiente, parece fazer uma pequena obstrução sobre Launchbury, que da posição de eixo também não consegue defender a linha interior de Kearney. Mas o erro já estava feito, tendo sido bem aproveitado pela Irlanda.
O Ensaio Inglês
Mas foi isso que sucedeu: entre Hartley e Marler existe um espaço demasiado grande; Jamie Heaslip recebe a bola e aparentemente não tem nada de evidente para fazer, optando por contemporizar. Marler não o ataca e Heaslip tem demasiado tempo para manobrar. Acaba por atrair a placagem de Hartley, aparecendo para o passe interior, excelente, Rob Kearney, vindo do lado fechado. O'Connell, experiente, parece fazer uma pequena obstrução sobre Launchbury, que da posição de eixo também não consegue defender a linha interior de Kearney. Mas o erro já estava feito, tendo sido bem aproveitado pela Irlanda.
O Ensaio Inglês
O exemplo acabado de como a supremacia nas fases estáticas não pode ser um fim em si mesmo, mas antes uma forma de exercício de domínio que tem de resultar em pressão territorial e de posse, que por sua vez tem de redundar em pontos.
A "melee" Irlandesa coloca muita pressão na formação ordenada Inglesa e força um passe desastroso de Morgan. A bola acaba por ser recuperada por Nowell, uns 10 metros atrás do ponto da "melee".
Mas Connor Murray falha a placagem e Nowell consegue recuperar algum terreno. Henry e sobretudo O'Mahony, os asas Irlandeses, estavam atrasados e não permitem capitalizar sobre o erro Inglês.
Forma-se um "ruck". A Inglaterra tem 7 atacantes do lado aberto, sendo que 5 concentram-se em duas linhas, num espaço de 5 metros de largura no máximo. Os Irlandeses têm 6 defesas, sendo que é Best (o segundo), quem inicia a linha de subida. Em situação de ligeira inferioridade numérica (5 x 7), aos Irlandeses é pedido que tomem uma de três decisões:
A - subida cautelosa, tendo em vista deslizar e obter igualdade numérica defensiva no canal exterior, ainda que cedendo terreno; ou
B - arriscar uma subida pressionante, tendo a certeza que os Ingleses não estão tão profundos nem tão organizados que possam libertar atacantes no canal exterior em posição de finalizar; ou
C - subir de forma mista, i.e. subir com os 2 ou 3 primeiros homens de forma pressionante, tentando uma placagem com bola e a consequente recuperação de terreno, deixando 2 homens mais profundos que, em caso de falha na pressão, deslizarão e tentaram "empurrar" o ataque para a zona lateral, esperando pelo apoio defensivo que igualará os números.
Em qualquer caso, o que não se aceita é a concessão de uma quebra de linha, que coloca o ataque a jogar entre linhas e dificulta a acção da segunda cortina defensiva.
Com dois planos montados (Ingleses profundos) e superioridade numérica atacante, a jogar nos 40 metros atacantes (ou seja, com muito campo nas costas), não me parece que a hipótese B fosse aconselhável. E muito menos quando D'Arcy poderia facilmente ter visto que Murray estava atrasado, criando um "buraco". Por outro lado, ao subir "à queima", bastou ao seu adversário (Robshaw) explorar o espaço no ombro exterior, ainda para mais quando Murray estava tão longe.
Com a posição corporal ganha, e apesar de placado, Robshaw faz o "offload" para Brown, que estava na segunda linha de ataque, nas suas costas (porque razão Murray formou tão longe de D'Arcy)?
E Brown quebra a linha defensiva, passando a jogar entre linhas. Rob Kearney fez um excelente trabalho ao tentar atrasar a decisão de Brown, esperando pela aproximação dos pontas e por uma segunda cortina que nunca apareceu. Brown foi exímio na forma como viu o apoio de Care e fixa Rob Kearney e Dave Kearney, libertando Care para o ensaio.
Uma nota final para a ausência de Murray por detrás do ruck, o que privou a Irlanda de um elemento fundamental na segunda cortina defensiva. Seria a ele que caberia defender o espaço curto nas costas da linha defensiva. Na sua ausência, um dos terceiras linhas poderia ter assumido este papel...
E Brown quebra a linha defensiva, passando a jogar entre linhas. Rob Kearney fez um excelente trabalho ao tentar atrasar a decisão de Brown, esperando pela aproximação dos pontas e por uma segunda cortina que nunca apareceu. Brown foi exímio na forma como viu o apoio de Care e fixa Rob Kearney e Dave Kearney, libertando Care para o ensaio.
Uma nota final para a ausência de Murray por detrás do ruck, o que privou a Irlanda de um elemento fundamental na segunda cortina defensiva. Seria a ele que caberia defender o espaço curto nas costas da linha defensiva. Na sua ausência, um dos terceiras linhas poderia ter assumido este papel...
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Cinco Previsões para o Inglaterra - Irlanda
Com a devida vénia ao David Andrade, Sofia Peres e Daniel Azevedo, deixo-vos a minha última crónica para o excelente P3, aproveitando para recomendar o que de muito bom se escreve por lá.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
5 Ideias sobre o Irlanda v Gales
Tenho o enorme gosto de colaborar com o mais recente projecto "media" na área do Rugby, o P3 Rugby, uma criação de David Andrade, jornalista do Público.
Encontramos no P3 notícias sempre actualizadas, bem como a opinião de gente ilustre, como o Arquitecto João Paulo Bessa, Francisco Pereira Branco, Miguel Portela, Sofia Nobre, Paulo Duarte, Rafael Lucas Pereira ou Joaquim Ferreira.
Podem ler o meu primeiro contributo aqui.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Algumas notas técnicas sobre o França v Inglaterra
Muito tem sido dito e escrito sobre o jogo entre a França e a Inglaterra. E tem-se concluído, genericamente, que a Inglaterra jogou mais e melhor; aliás, as estatísticas - as mais óbvias, pelo menos - parecem indicar isso mesmo.
E no entanto, a França dominou a Inglaterra na "melee", espremendo duas penalidades/6 pontos a Dan Cole e negando uma plataforma de ataque importante aos Ingleses. Já explica qualquer coisinha. Mas a surpresa dos números tem ainda mais pano para mangas. A França registou mais quebras de linha (10 v 8), concedeu metade das penalidades (4 v 8 e Doussain falhou pelo menos 6 pontos), placou mais e mais eficazmente (151 e 85% v 116 e 82%) e fez marginalmente mais "offloads" (17 v 15). Ou seja, com menos posse de bola e menor domínio territorial, a França atacou qualitativamente tanto quanto a Inglaterra - ou até um pouco mais, até porque marcou mais um ensaio (3 v 2).
Relembra-me as conclusões de, entre outros, João Paulo Bessa, no seu excelente XV contra XV, após o Austrália v África do Sul para o transacto Mundial, em que os Australianos sem tocar na bola ganharam o jogo. Sorte, injustiça, arbitragem. Talvez não. Foi então que ganhou dimensão palpável a crise do paradigma da posse de bola e domínio territorial como receita infalível para a vitória. Nada prevalece sobre a qualidade de utilização, que resulta em ensaios e pontos. "Basta" ter uma defesa à prova de bala a acompanhar.
É por isto que questiono o optimismo Inglês, que nos fala de uma suposta fluidez no jogo, na novel capacidade de Owen Farrel jogar na linha de vantagem, ora penetrando a linha defensiva, ora fixando defesas deslizantes e preservando o espaço exterior para centros e 3 de trás, na sobrehumana capacidade física de Billy Vunipola, etc etc etc. É claro que Farrel aparece melhor este ano, é evidente que Vunipola teve um jogo memorável, mormente na penetração e passe para o ensaio de Luther Burrel, é claro que o jogo foi agradável e a Inglaterra teve momentos interessantes.
E no entanto, julgo que o treinador competente consegue distinguir entre o que foi construído e o que é resultado de uma oferta. Clive Woodward acredita piamente que, não fossem as substituições de Lancaster, a Inglaterra teria ganho. Dean Ryan, um dos optimistas moderados, escreveu sobre o tema e vale a pena ler. Já Will Greenwood - um iluminado no que toca à análise - resumiu de forma sublime aquilo que procurarei demonstrar: a Inglaterra cometeu grandes erros, mas perdeu pelo acumular das pequenas incompetências.
E porque o tempo é pouco e a paciência do leitor finita, vou resumir a análise aos ensaios e à forma como surgem. Avancemos pela ordem em que foram surgindo, cada um com direito ao seu "post".
30 segs - Yohan Huget (França)
Foram várias as vozes que justificaram os dois primeiros ensaios Franceses com azar no ressalto da bola. E de facto, em dois pontapés, a bola caiu, direitinha, nos braços de jogadores Franceses, que a levaram para lá da linha de ensaio, para 5 pontos.
Aos 30 segundos, Plisson (10) executa um pontapé rasteiro nas costas da linha defensiva Inglesa e Huget (14), com tempo para dominar a bola no peito, abraça o "melão" à segunda e passa por um surpreendido Mike Brown (15). A segunda cortina de Danny Care (9) chega tarde para evitar o ensaio. Ponto Final Parágrafo? Não. Na minha opinião não, e houve vários pequenos erros que contribuíram decisivamente para que Huget tivesse tempo e espaço para recolher a bola. Analisemos:
Depois do primeiro adiantado do ponta estreante Jack Nowell (14), a França organiza uma primeira fase sem grande ciência. Apenas um jogador disponível para receber - Papé (5), dois apoios axiais e um interior. Linha defensiva Inglesa bem organizada, em linha, com excepção de Wood (6) ligeiramente atrasado. O ponta Johny May (11), no lado aberto/esquerdo, subido.
O posicionamento de May é aceitável porque a bola está próxima dos 22m (menos espaço nas costas para defender). Mike Brown em posição central, parece controlar a bola, que será levada para um segundo contacto/ruck na parte direita do terreno. Nowell reposiciona-me e está ainda a cobrir o lado fechado após saída da bola do primeiro ruck.
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O segundo ruck é bem lento, com os ingleses a conseguirem, com 2 homens apenas (Hartley e Lawes) atrasar a saída de bola. Nota-se a preocupação dos Ingleses em não inundarem a zona do contacto/ruck com defesas, optando por colocar mais rapidamente homens na linha defensiva, com dois propósitos: ocupação rápida de uma maior largura de terreno, e subida mais rápida e pressionante da linha defensiva (com mais homens, é preciso deslizar menos, em princípio).
Doussain (9) passa a bola para Nyanga (6) estático, o que permite o ganho de terreno significativo da defesa Inglesa, que subiu na agora muito em voga cunha invertida, com o jogador mais adiantado da linha a posicionar-se no meio, descrevendo um V com os defensores interiores e exteriores. Este V permite conjugar a pressão da defesa "blitz" (até ao homem mais adiantado) com a ocupação deslizante dos homens exteriores, que trabalham em conjunto com a segunda cortina. Momento fantástico da defesa Inglesa, que permite que o terceiro ruck se forme uns 5 metros atrás do ponto de partida da bola.
E aqui começam as questões relativas ao processo de decisão dos defensores Ingleses.
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Nyanga consegue, a partir de uma posição estática, ganhar 1 metro no contacto, e Tom Wood placa baixo, colocando o jogador rapidamente no chão - VITÓRIA DA DEFESA, bola disputável. Os primeiros a chegar à zona de contacto, em posição legal, são Robshaw (7) e Owen Farrel (10). Basteraud (13) e Flanquart (4) chegam mais tarde. Aparentemente, uma oportunidade ideal para forçar uma recuperação de bola.
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No entanto - talvez seguindo as instruções para dar prioridade à recolocação na linha defensiva em detrimento da disputa de bola no chão - Farrel nem sequer pensa na bola.
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E a Basteraud bastou lidar com Robshaw, cabendo a Flanquart fazer aquilo a que se deliberou designar no jargão internacional o "firewall": a protecção do ruck limpo.
Oportunidade perdida? Respeito pelo plano defensivo de jogo?
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Os Franceses ganham o direito a um ruck rápido, e a bola é disparada para um Plisson muito profundo, com Fofana (12) e Brice Dulin (15) ainda mais profundos, e Huget (14) colado à linha, à espera de um passe longo. Ou de um pontapé rasteiro nas costas. Repare-se igualmente como Jonhy May perdeu Huget de vista e olha para o espaço interior, para a bola.
E a defesa Inglesa sobe pressionante, perante uma linha Francesa profunda. O objectivo seria ganhar rapidamente terreno e reduzir espaço e tempo de manobra aos quatro 3/4 Franceses que compunham o ataque. Mas os Ingleses foram incompetentes na decisão em dois aspectos:
1 - porque o ruck Francês foi extremamente rápido, Owen (10) e Marler (1) acabam por se atrasar na subida, e Twelvetrees (12), o terceiro homem na linha, dispara mas fica com Plisson, o primeiro receptor, deixando um 2 x 3 fora de si, que Plisson preferiu ignorar em detrimento do pontapé já aguardado por Huget.
2 - colectivamente, o 3 de trás Inglês não reagiu e deixou demasiado espaço nas costas de May, talvez congelados pela ideia que o jogo decorria praticamente nos 22m defensivos. A verdade é que tinham (com a área de ensaio incluída) 40 metros nas costas da linha para defender, e havia que reagir de forma diferente.
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Foi Phil Larder, antigo treinador de defesa da Rosa, quem introduziu ou pelo menos popularizou a defesa "Iron Curtain", que incluia, entre outras inovações, a basculação integrada de um diamante formado por 9 - 11 - 14 - 15 por detrás da linha defensiva. No caso concreto, duas coisas poderiam/deveriam ter sucedido, por iniciativa dos jogadores:
A - Johny May podia ter-se apercebido do recuo dos Franceses no terreno e da paridade númerica defensiva, deixando-se recuar face ao penúltimo defensor Inglês, permitindo a Mike Brown manter a sua posição profunda e a Nowell (14) manter a defesa da diagonal interior profunda; ou
B - apercebendo-se do avanço de May, Brown subia um pouco no terreno defendendo o espaço imediato atrás de May, obrigando à aproximação de Nowell que defenderia o espaço axial profundo.
Nada disto sucedeu, e Plisson colocou a bola no espaço livre nas costas de May.
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Finalizando a análise crítica - e não perco de vista o facto de as coisas no campo serem muito diferentes, e mais difíceis, do que num ecrã de computador ou TV - a linha de corrida de Danny Care (9), que foi correcta, mas sempre em trote; apenas arranca quando Huget bate um Brown surpreendido pelo ressalto da bola e consequente domínio de peito pelo Francês.
Primeiro responsável pela segunda cortina defensiva, não só Care chegou tarde a Huget, o que se compreende porque a acção decorre junto à linha lateral, como chegaria seguramente tarde a Brice Dulin caso Huget conseguisse fazer o "offload" se placado por Brown, o que já se compreende mais dificilmente, pois é precisamente para isso que serve a segunda cortina.
Talento Francês? Algum
Sorte Francesa? Alguma
Incompetência tática Inglesa? Em certa medida. E este será o elemento em que Stuart Lancaster quererá concentrar-se, por ser o único que domina.
16min 50segs - Yohan Huget (França)
O segundo ensaio Francês nasce de uma perda de bola no contacto de Tom Wood (6), forçada por uma placagem excelente de Nyanga (6).
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Com a bola recuperada, a França procura rapidamente o espaço exterior aproveitando um Mike Brown (15) em recuperação, um Alex Goode (23) bem profundo, acabado de entrar para o lugar de May (11) ocupando na altura a ponta esquerda, Nowell (14) na sua ponta direita igualmente em trote de recuperação, e Care (9) atrasado, envolvido no aglomerado que resulta na perda de bola.
Boa decisão Francesa, mas melhor reacção Inglesa, que na transição defensiva demora menos de 2 segundos a organizar uma linha defensiva com 4 homens + Alex Goode na ponta.
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Mas com 4 +1 na linha defensiva, eis que o quarto homem, Burrell (13), dispara à frente dos 3 defesas interiores, anulando o efeito pressionante/deslizante que estes poderiam ter. Note-se que o receptor Francês, Fofana (12) está bem profundo, tornando quase impossível que Burrell consiga placar homeme e bola; que seria a única forma de evitar o passe para Huget (14), porque Alex Goode continuava profundo.
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Isolado perante um 2x1, Burrell placa Fofana, embora concedendo terreno e permitindo que este liberte Huget, solto na ponta. Goode reage tarde e dá 3 metros a Huget, bem mais rápido que ele.
Erro de Burrell? É complicado avaliar. Provavelmente falta de comunicação de Goode, na ponta, que deve transmitir para "dentro" a sua posição e o estilo de defesa a adoptar. Para que a decisão de Burrell fosse eficaz, teria de ser acompanhada pela subida também de Goode, a qual criaria paridade defensiva e retiraria espaço ao ataque Francês.
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Sem surpresa, Huget ganha o espaço exterior a Goode e faz um "offload" para Brice Dulin (15). Com igualdade numérica defensiva e a linha defensiva espantosamente bem organizada após a perda de bola, a Inglaterra permite que a França, com uma simples lateralização de jogo, sem mudanças de linhas de corrida, passe a jogar entre linhas - o espaço tão difícil de defender entre a primeira linha defensiva e as cortinas defensivas.
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E Brice Dulin fica entre 4 defensores Ingleses - Goode em recuperação, Brown em frente, Care na segunda cortina curta, Nowell na cortina distante (já aqui se antecipa a intervenção potencial deste no final do lance). E o apoio Francês resume-se a Huget, já que ninguém converge para o ponto de quebra da linha defensiva, quando Dulin recebe o passe de Huget.
O chuto especulativo acaba por terminar nas mãos de Huget, e aqui sim, houve sorte - muita - Francesa na forma como o "melão" acaba nas mãos do ponta direito Gaulês. Mas antes, houvera inabilidade Inglesa na forma como não foram capazes de anular um contra-ataque aparentemente simples dos Franceses. A bola de contra-ataque confirma a sua apetência para gerar 5 pontos.
36min 27segs - Mike Brown (Inglaterra)
Após algumas fases com rucks rápidos por parte da Inglaterra, Nyanga (6) deixa o braço sobre a bola num "ruck" Inglês e cede penalidade. Danny Care (9), muito dinâmico, joga rápido.
Joe Launchbury (4) limpa o ruck de forma exemplar, e Hartley (2) faz as vezes do formação e passa a bola.
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A bola acaba por não encontrar as mãos do receptor pretendido, e Owen Farrel (10) deixa-a bater no chão e passar. Em boa hora o fez, porque Picamoles (8) saiu disparado da linha e teria placado homem com bola, colocando ponto final no lance. A bola no chão acabou por ser mal que veio por bem, para os Ingleses.
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É Billy Vunipola (8) que capta a bola. Tem Mike Brown (15) à sua esquerda e dois defesas - Flanquart (4) e Huget (14) para bater: um clássico 2x2 na ponta. Quando apanha a bola, Flanquart está ligeiramente atrasado e Huget com uma postura correcta, em posição interior a Mike Brown, com o ombro exterior alinhado face ao ombro interior do 15 Inglês. Vunipola poderia ter forçado um pouco o espaço entre os dois defensores, com o intuito de virar os ombros de Huget para dentro, mas optou pelo passe imediato.
Ao fazê-lo, criou um 1x1 difícil para Mike Brown, e o resultado mais provável era a jogada acabar em touche para os Gauleses.
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Mas Huget "borra a pintura", ao deixa que Brown prejudique o alinhamento de ombros que mantinha. Face a um bater de pé subtil de Brown, Huget deixa que o seu ombro interior passe a estar alinhado com o ombro exterior de Brown e deixa o seu ombro interior vulnerável.
É claro que tudo se passa muito rapidamente, mas Brown só tinhas duas possibilidades: forçar o espaço exterior, mas com 5 metros até à linha de ensaio, Huget tinha a velocidade e postura corporal para o empurrar para fora; ou tentava explorar o ombro interior de Huget, algo que só poderia suceder se este ultrapassasse o espaço ideal defensivo.
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E foi o que sucedeu. Mike Brown marca um ensaio fantástico, que começou em Care, continuou em Launchbury, mas deve-se em larga medida à sua capacidade física para levar 3 defensores consigo para dentro da área de ensaio, mas também ao desacerto de Huget, que não soube manter o seu ombro exterior/forte alinhado para a placagem, perdendo a possibilidade de anular o perigo Inglês.
48mins 10 segs - Luther Burrell (Inglaterra)
E no início da segunda parte, a Inglaterra marca o segundo ensaio. Owen Farrel (10) lança um pontapé alto, ainda dentro dos seus 22m, que o 3 de trás Francês na consegue captar. A bola é recuperada pelos Ingleses.
Forma-se um ruck nos 40m Franceses, do lado direito. Os Franceses têm um linha com 6 defensores, mais Brice Dulin (15) a defesa. Os Ingleses têm sete atacantes. Farrel pede a bola a 10m (bem profundo) da linha Francesa e quando a recebe avançou 2 metros. É natural que a linha defensiva Francesa suba rapidamente nos primeiros 2 metros, mas depois era importante olhar, tentar deslizar pelo menos um homem e obter igualdade numérica para voltar a fechar o espaço atacante.
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Plisson (10), num dos momentos em que a sua inexperiência mais se notou, dispara para Owen Farrel, quando tinha Picamoles (8) dentro de si, disponível para deslizar e ficar com o 10 Inglês. Ao subir muito mais rápido que Picamoles e Nyanga (6), Plisson criou aquilo que os Britânicos designam por dog leg, i.e. uma perna de cão, numa alusão ao desvio angular criado por um ponto adiantado numa linha que se pretende continua.
A Inglaterra tinha um grupo formado por Farrel, com Twelvetrees (12) no apoio lateral curto e Vunipola (8) no apoio axial. A movimentação adoptada é sobejamente conhecida - foi disseminada no início do Século XXI pela Austrália e NZ nas suas visitas à Europa, em Novembro - e vê Twelvetrees chegar à linha de vantagem numa trajectoria curta (o denominado "under") e Vunipola surgindo nas suas costas para atacar o espaço criado pela atracção do defesa por Twelvetrees. O que acabou por nem ser necessário, já que Plisson não placar ninguém, antes deixando um buraco enorme que Vunipola aproveitou - mas também podia ter sido Twelvetrees a penetrar.
E a Inglaterra passava a jogar entre linhas. Repare-se neste momento de penetração, a que distância estava Burrell (13) de Vunipola.
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O que se seguiu foi um espetáculo de poderio físico e técnico de Vunipola, que placado por Nyanga e acossado por Brice Dulin, consegue fazer o passe para Burrell sem que seja interceptado por Basteraud (13). Muito bem acompanhado por Burrell que, seguindo a velha máxima que entre linhas, todos os apoios devem convergir para o portador da bola, aproximou-se o suficiente para receber o passe de Vunipola e marcar entre os postes.
Veredicto: erro grosseiro de Plisson, que ofereceu uma quebra de linha à Inglaterra; mestria de Vunipola e Burrell entre linhas, para passar a Inglaterra para a frente do marcador.
76mins 37 segs - Gael Fickou (França)
Os Franceses, sempre os Franceses, a tirarem um Ás da manga e a virarem um jogo do avesso. Neste casos dois Ases trunfo, Swarzeski e Fickou.
Minuto 76, os Franceses têm a bola. Depois de um ruck nos 40 metros ofensivos, junto à linha lateral direita, a equipa Gaulesa tem 10 homens na sua linha atacante, organizada em 3 planos ofensivos bem marcados (a este tema dos planos regressaremos, por ser recorrente e particularmente caro ao escriba). Os Ingleses, por seu turno, têm 11 homens de pé, 9 perfeitamente integrados na linha defensiva, um ponta direito (Burrell, adaptado) ligeiramente recuado e um jovem cansado que não teve pulmão para integrar a linha e permitir a paridade numérica. Perante este cenário, quem poderia prever um ensaio?
Minuto 76, os Franceses têm a bola. Depois de um ruck nos 40 metros ofensivos, junto à linha lateral direita, a equipa Gaulesa tem 10 homens na sua linha atacante, organizada em 3 planos ofensivos bem marcados (a este tema dos planos regressaremos, por ser recorrente e particularmente caro ao escriba). Os Ingleses, por seu turno, têm 11 homens de pé, 9 perfeitamente integrados na linha defensiva, um ponta direito (Burrell, adaptado) ligeiramente recuado e um jovem cansado que não teve pulmão para integrar a linha e permitir a paridade numérica. Perante este cenário, quem poderia prever um ensaio?
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É feito um passe para a terra de ninguém e a bola cai na zona central do terreno. A defesa Inglesa sobe e recupera mais de 5 metros, a falta de placagem eficaz permite que o portador da bola Francês recupere os metros perdidos e - mais grave - recicle a bola com enorme rapidez.
A bola sai para Brice Dulin (15) que tem à sua esquerda, bem abertos, Swarzeski (16), Fickou (23) e Maxime Medard (11). 4 atacantes portanto. Os Ingleses têm 3 defensores bem juntos do ruck, incluindo Barritt (22) e Launchbury (4), Burrell (13) profundo a cobrir Medard, e ainda o defesa Goode. 4 homens + 1, portanto, para lidar com o que aí vem.
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Mas os 3 primeiros defensores Ingleses estão demasiadamente próximos para o que o ataque propõe como questão a resolver. Diz a cartilha universal que os defensores mais próximos do ruck não deverão ter mais de um braço, um braço e meio a separá-los. Mas se o que eles estão a defender é um espaço vazio (ver a foto em cima) e existem 3 atacantes em posição mais alargada, há que alargar e colocar defensores onde estão os atacantes, salvaguardando a protecção do ombro interior. Para juntar o insulto à ofensa, o último dos três defensores é Launchbury, um homem lento e cansado, que tem Barritt, centro acabado de entrar, dentro de si a defender o espaço vazio.
Swarzeski apercebe-se que tem de atacar o espaço entre Launchbury e Burrell, porque um passe directo para Fickou permitirá aos Ingleses deslizar. É imprescindível fixar a defesa e proteger a vantagem exterior existente. Com muito mais tempo e espaço, Swarzeski faz o que Vunipola não fez no lance do ensaio de Brown e ataca o ombro exterior de Launchbury.
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No momento em que Burrell, sem rotinas de ponta, cede à tentação de ensaiar a placagem ao talonador Francês, este liberta a bola para Fickou, que já só tem de lidar com Alex Goode. Um 2x1 com Medard.
O rugby é um desporto fascinante, por ser composto por milhares de pequenos "puzzles", cuja solução depende, de forma encadeada, da decisão de cada um dos jogadores em determinado momento. Rugby sublimado.
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Alex Goode, bem dentro dos 22m defensivos, só tinha de atacar Fickou, esperando que a pressão exercida fizesse o jovem centro Francês tremer no passe. Ao invés, "engoliu" a finta de passe que este apresentou, para um ensaio memorável que deu a vitória à França.
E no final, conclui-se que a sorte ou o azar pouco peso tiveram na história deste jogo e na composição do seu resultado. A França, com uma "mellee" impecável e uma touche sólida, mostrou ter um "pack" avançado sem o andamento dos Ingleses, uma ideia de jogo pouco coerente (que criaram os Franceses de forma estruturada?) e uma defesa individual feroz, que deverá evoluir para uma defesa colectiva mais organizada. Ainda assim, a execução técnica individual dos seus jogadores permitiu-lhe marcar 3 ensaios contra uma Inglaterra organizada do ponto de vista atacante, sempre com dois planos atacantes, a la Canterbury Crusaders de Blackadder, Rob Penney (hoje no Munster), Daryl Gibson (hoje nos Waraths), etc., mas ainda com pequenos equívocos na compreensão e execução do plano de jogo (ofensivo e defensivo).
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